
Quando recebi dos amigos da Ediouro o livro A vida secreta das abelhas (Sue Monk Kidd, 2004) tive uma forte sensação de deja vu. A capa me pareceu um tanto apelativa: além do destaque para os mais de dois milhões de cópias vendidas, um invólucro em couchê informa que o livro deu origem a um filme homônimo, apresentando as imagens dos personagens cinematográficos (Queen Latifa se destaca).
Pensei em Beloved (Jonathan Demme, 1998), filme inspirado no romance homônimo da escritora Toni Morrison (Prêmio Nobel de Literatura, 1993) e revivi o impacto das cenas traumáticas dos tempos finais da escravatura dos negros nos EUA, sobretudo a belíssima sequência do corpo de Beloved envolvido pelas abelhas e, depois, na sua postura exangue, amparada pelo velho tronco ressequido em frente da casa de Sethe (Oprah Winfrey). Foi o bastante para começar a ler.
Logo a linguagem fluida e dinâmica me cativou, assim como o universo de Lily, uma adolescente branca prestes a desabrochar no início dos anos 60, sentindo-se extremamente culpada pela morte da mãe. A sua ama seca negra é a única pessoa que lhe restou, já que o seu pai é bruto e infeliz. Juntas, elas fogem e parecem se aventurar em busca de destinos opostos, porém intimamente traçados pelo encontro com as produtoras do mel Madona Negra, cuja solidariedade e espiritualidade libertam medos e culpas, fazendo com que o leitor reencontre a sua doçura.
Compreendi a beleza deste novo deja vu. Um livro que me lembrou um filme, que se tornou um filme e que me fez reencontrar Ciene, madona negra da infância, abelha rainha dos anjos de Deus.
Pensei em Beloved (Jonathan Demme, 1998), filme inspirado no romance homônimo da escritora Toni Morrison (Prêmio Nobel de Literatura, 1993) e revivi o impacto das cenas traumáticas dos tempos finais da escravatura dos negros nos EUA, sobretudo a belíssima sequência do corpo de Beloved envolvido pelas abelhas e, depois, na sua postura exangue, amparada pelo velho tronco ressequido em frente da casa de Sethe (Oprah Winfrey). Foi o bastante para começar a ler.
Logo a linguagem fluida e dinâmica me cativou, assim como o universo de Lily, uma adolescente branca prestes a desabrochar no início dos anos 60, sentindo-se extremamente culpada pela morte da mãe. A sua ama seca negra é a única pessoa que lhe restou, já que o seu pai é bruto e infeliz. Juntas, elas fogem e parecem se aventurar em busca de destinos opostos, porém intimamente traçados pelo encontro com as produtoras do mel Madona Negra, cuja solidariedade e espiritualidade libertam medos e culpas, fazendo com que o leitor reencontre a sua doçura.
Compreendi a beleza deste novo deja vu. Um livro que me lembrou um filme, que se tornou um filme e que me fez reencontrar Ciene, madona negra da infância, abelha rainha dos anjos de Deus.
